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Usina de Reciclagem de Asfalto retoma atividades após reforma e modernização

Unidade tem capacidade para reciclar até 100 toneladas de asfalto por hora

A Usina de Reciclagem de Asfalto Engenheiro Luiz Paes, na Avenida Francisco Bicalho, em São Cristóvão, retomou suas atividades nesta quinta-feira, dia 5, depois de passar por obras de reforma e modernização. Com investimento de R$ 150 mil, a nova unidade tem capacidade para reciclar até 100 toneladas por hora de material retirado no trabalho de fresagem em vias da cidade, inclusive a grande quantidade de material recebido do projeto Asfalto Liso, em andamento nas ruas do Rio.

Na usina de reciclagem todo o material usado ou as sobras serão transformados em asfalto novo, de qualidade e custo mais baixo. O consumo de matéria prima para a produção do asfalto reciclado é cerca de 50% menor do que para o produto convencional, pois o material antigo, a ser reciclado, já contém o cimento asfáltico, que é o insumo mais caro da mistura, assim como as pedras originais.

De acordo com o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, esse asfalto reciclado será utilizado na rotina de manutenção da cidade e nos recapeamentos que não estão incluídos no programa Asfalto Liso

- A recuperação e modernização da nossa Usina de Reciclagem vai de encontro aos objetivos do Rio de Janeiro, que busca a sustentabilidade. Temos uma meta importante na nossa cidade procurando a reutilização de materiais sempre que possível com vistas à preservação do meio ambiente e ao objetivo global que é a sustentabilidade. No caso do asfalto, para o Rio isso é muito importante principalmente agora que estamos com o maior programa de fresagem e recuperação de vias da nossa história, o Asfalto Liso. A nossa usina propiciará que o município possa retirar o asfalto velho das ruas, trazê-lo para essa usina e, a partir daí, tratá-lo, transformando-o em asfalto novo. Isso tudo com benefícios ao meio ambiente e a questão de custos, economizando cerca de 30% na preparação do asfalto novo e reutilizando o investimento que o carioca já tinha feito naquele asfalto antigo - explicou.

Durante o processo de reciclagem, o asfalto antigo passa por quatro etapas até o resultado final: reaquecimento para a retirada de impurezas, aquecimento do material para se definir a qualidade do novo asfalto, mistura do pó de pedra e da brita nova para garantir o padrão adequado, e adição do agente reciclador. Durante esse processo, os equipamentos “rejuvenescem” o asfalto e recuperam a resistência das pedras, necessária na composição da massa asfáltica, com a adição de novas pedras. Após a finalização do processo, o novo asfalto é lançado direto no caminhão, que imediatamente vai para as ruas dar início aos trabalhos.

- Este é um processo mecânico-industrial relativamente simples, que garante a utilização do que é produzido nas ruas de uma maneira bastante satisfatória. A qualidade é a mesma porque é feito o ajuste nas medições com adição de material novo, de forma que possamos garantir que tanto o asfalto reciclado quanto o novo tenham as mesmas propriedades - garantiu Osório.

Ainda de acordo com o secretário, o Município do Rio conta hoje com cinco usinas de asfalto, sendo esta a única de reciclagem:

- O nosso município tem hoje usinas de asfalto na região central e nas zonas Norte e Oeste para que em qualquer ponto da cidade você tenha a distância adequada à aplicação. A questão da localização das usinas para uma operação é muito importante porque o asfalto tem que ser aplicado aquecido e as distâncias entre as usinas e o ponto de aplicação idealmente devem ser as menores possíveis. A Prefeitura do Rio é uma das grandes produtoras de asfalto do Brasil. Para uma cidade como o Rio, com tanta demanda de investimentos em pavimentação, é muito importante ter um controle sobre a produção desse insumo básico - afirmou Osório.

A Usina de Reciclagem de Asfalto Engenheiro Luiz Paes foi inaugurada em junho de 1976 e recuperada pela última vez em dezembro de 1984. Atualmente ela trabalha com equipamentos iguais aos da unidade convencional, com produções simultâneas. As duas produções só são misturadas quando estão em iguais condições. Dessa forma, o material reciclado pode ser utilizado para as diversas condições da via.

Texto: Juliana Romar

Fonte: Portal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 05/08/2010

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