A exemplo da Operação Asfalto Liso, que vai recapear 700 quilômetros dos principais corredores de tráfego do município em dois anos, o Rio deve ganhar em breve um programa de reforma e manutenção de todos os postes da cidade. A promessa foi feita nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes, que já batizou o projeto de Poste Firme. O prefeito, no entanto, não divulgou quando começam os trabalhos, nem detalhes da operação. A ideia, explicou Paes, está sendo finalizada pelo secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório.
- Não há dúvida de que aquela situação é absurda e que é preciso fazer um programa intensivo - disse o prefeito, referindo-se às más condições de conservação dos postes.
Ele deu as declaração durante a inauguração das obras de reforma e ampliação da Escola Municipal Professor Mourão Filho, no Complexo do Alemão, que custaram R$ 3,1 milhões.

No domingo, um poste que sustentava um sinal de trânsito tombou na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, quase ferindo uma aposentada. Nesta terça, uma reportagem do GLOBO mostrou que a maresia também tem corroído dezenas de postes na Barra e muitos já têm vergalhões à mostra. O mesmo acontece com os bancos de concreto do calçadão e as bases de ferro dos aparelhos Cuca Fresca (espécie de chuveirinho automático).
Paes reafirma que comprará palacete de Botafogo
Também nesta terça, Paes voltou a afirmar que a prefeitura vai comprar o palacete Linneo de Paula Machado, na Rua São Clemente esquina com a Guilhermina Guinle, em Botafogo. Independentemente das críticas, Paes acredita que vale a pena incorporar o imóvel, que é tombado, ao acervo de casarões do município:
- Nós achamos que é importante para a cidade, é mais um equipamento para o Rio, e respeitamos as opiniões em contrário. O que vai funcionar ali ainda não está definido. É legal ter um casarão daquele para a cidade, preservado. A tendência desses casarões, quando ficam em espólio, é que se degradem e sejam abandonados. Então, a gente vai encontrar uma destinação e fazer a negociação - afirmou Paes, acrescentando que o valor a ser pago pelo imóvel ainda está sendo decidido.
Na segunda-feira, a decisão foi criticada pela presidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), Regina Chiaradia. Ela afirmou que a compra só se justificaria se a prefeitura já tivesse um projeto importante e específico para o imóvel, que já é tombado. Ainda segundo ela, “o dinheiro público poderia ser mais bem empregado no bairro”.
Por Simone Candida
Fonte: Jornal O Globo, 13/07/2010





